Agentes autônomos com memória e contexto — patente depositada no USPTO

Hospitais · TI, integração e proteção de dados

Integrações hospitalares, segurança e LGPD

Um agente que marca consulta na agenda oficial e mexe no faturamento precisa de porta de entrada nos seus sistemas. E precisa de limite escrito para o que pode fazer sozinho — ferramenta por ferramenta, com registro de cada execução.

Marcação vai para a agenda oficial, pela API — nunca para uma agenda paralela. O agente não dá conduta clínica e não escreve no prontuário.

Médica de jaleco e profissional de TI diante do monitor no balcão de um posto de enfermagem, olhando a tela de Permissões do Hal-AI: agendar consulta permitido, alterar faturamento requer aprovação, acessar dados clínicos somente leitura — e, abaixo, o registro de execuções com data, ação e resultado de cada uma.
Portas de entrada

Por onde o agente fala com o hospital

Não existe robô digitando na tela do seu sistema. O agente chama um endpoint, recebe o retorno e decide o que fazer com ele. O que muda de hospital para hospital é qual porta já está aberta — e é isso que a primeira conversa técnica precisa descobrir.

API REST do HIS ou do ERP hospitalar

É o caminho preferido, e o mais rápido de subir. Você cadastra o endpoint, o cabeçalho de autenticação e uma descrição em português do que ele faz. Aquilo vira uma ferramenta do agente, com nome próprio: api_get_agenda_disponibilidade, api_post_agendamento.

Padrão TISS com a operadora

Guia, lote, demonstrativo e protocolo seguem o padrão do setor. O agente monta e lê o que o padrão define, e o hospital continua transmitindo pelo canal que já usa com cada operadora.

Como funciona a transmissão

HL7 v2 e FHIR, quando já existem

Se o hospital já expõe um barramento de integração, ele é usado como está: mensagem HL7 v2 para admissão e movimentação, recursos FHIR para agenda, horário e cadastro. Não pedimos que você troque de barramento para nos receber.

Banco somente-leitura, quando é o único caminho

Há sistema legado que não expõe nada. Nesse caso entra uma réplica de leitura com consultas curadas e parametrizadas: o agente escolhe entre consultas prontas e preenche os parâmetros. Ele não redige consulta ao banco, e escrita nunca passa por aqui.

Servidores MCP

Ferramentas expostas por um servidor MCP são habilitadas por agente, uma a uma. O que o servidor publica e o gestor não ligou continua fora do alcance daquele agente.

O que não é porta de entrada

Automação que clica na tela do seu sistema, planilha exportada à mão, captura de print. Se a informação não sai por um caminho programável, ela não entra na conversa — e o agente diz ao paciente que não sabe, em vez de chutar.

Duas coisas diferentes

Ferramenta é chamada de API. Conhecimento é o Cofre.

Essa separação é o que evita a pergunta mais comum do TI: “então vocês guardam os nossos dados?”. O agente tem dois lugares de onde tirar resposta, e eles não se misturam.

  • Ferramenta — uma chamada ao seu sistema, feita na hora. Horário livre, estado de uma guia, retorno de um demonstrativo. O dado é do hospital, fica no hospital e é lido quando a conversa precisa dele.
  • Cofre de Conhecimento — o que o hospital publica e não muda a cada minuto: preparo de exame, documentos exigidos, convênios atendidos, regra de remarcação, endereço das unidades. É texto, PDF e imagem que você sobe.
  • Quem escolhe é o agente, a cada turno. “Posso comer antes do exame?” resolve no Cofre. “Tem horário na quinta de manhã?” resolve em api_get_agenda_disponibilidade. Não existe fluxograma decidindo isso por ele.
  • O que não está em nenhum dos dois vira transferência para uma pessoa, com o histórico junto.
Como as ferramentas aparecem

Nome de ferramenta é contrato, não enfeite

Cada ferramenta entregue ao agente tem método e caminho no próprio nome. Quem lê o registro de uma execução sabe exatamente qual endpoint foi chamado.

  • api_get_agenda_disponibilidade
  • api_post_agendamento
  • api_put_agendamento
  • api_del_agendamento
  • api_get_paciente_cadastro
  • api_get_demonstrativo_operadora
  • api_post_recurso_glosa
  • api_post_lote_tiss

O agente não inventa endpoint. Uma ferramenta que o gestor não ligou não existe no universo dele.

Permissões

Leitura, escrita e escrita com aprovação

Toda ferramenta entra com um escopo declarado. Marcar consulta é escrita direta — o paciente está esperando o horário e não faz sentido pedir autorização a alguém. Enviar recurso de glosa pode exigir aprovação humana. Alterar contrato com operadora ninguém liga, nem sob pedido.

Leitura

Consultar horário livre, cadastro, estado da guia, retorno do demonstrativo. Não muda nada no seu sistema e é onde toda implantação começa — o agente passa dias só lendo antes de qualquer escrita.

Escrita direta

Marcar, remarcar, cancelar e confirmar na agenda oficial. Acontece dentro da conversa, com o paciente do outro lado. Se a chamada falha, não houve marcação — e o paciente é avisado disso na hora.

Escrita com aprovação

O agente audita a conta contra o prontuário, monta a peça com o item, a evidência que falta e a causa provável, e deixa na fila de quem assina. Recurso de glosa e transmissão de lote costumam entrar aqui. Quem aprova tem nome e horário no registro.

Hal-AI · Permissões do agente Recepção do ambulatório
Escopo por ferramenta Rede hospitalar · 28 especialidades ambulatoriais — o agente só enxerga o que está ligado nesta tela.
Consultar agenda e cadastro Ligado — leitura api_get_agenda_disponibilidade e api_get_paciente_cadastro. Leitura não altera nada no HIS e é o que sustenta a resposta em segundos.
Marcar, remarcar e cancelar Ligado — escrita direta na agenda oficial api_post_agendamento grava no sistema do hospital. Não há agenda paralela: se a chamada não confirma, não houve marcação.
Enviar recurso de glosa Ligado — escrita com aprovação aprovação humana O agente audita o item glosado contra a documentação que deveria sustentá-lo e monta o recurso com a evidência anexada, na fila do faturamento. Quem aprova entra no registro com nome e horário.
Transmitir lote Ligado — escrita com aprovação aprovação humana O agente audita o lote antes de ele sair: item faturado que a evolução não registra volta para correção, e a glosa não chega a acontecer. api_post_lote_tiss só é chamada depois que a crítica passa e alguém do faturamento libera a janela.
Escrever no prontuário Desligado — ferramenta não entregue Não é bloqueio depois de tentado: a ferramenta não existe no universo deste agente, então ele não a inclui no plano.
Alterar contrato e tabela de preço Desligado — decisão contratual é humana O agente audita o faturado contra o contratado e contra o que o prontuário sustenta, e devolve o item, o motivo e a evidência que falta; alterar o contrato continua sendo trabalho de gente.
Falar fora da janela de 24 h Ligado — apenas templates aprovados pela Meta Sem template aprovado e com opt-out registrado, a mensagem não sai. A regra é da Meta e a plataforma não a contorna.
Modo simulação Ligado em homologação Simulação O agente decide e registra o que faria; nenhuma escrita chega ao HIS. É assim que o hospital confere o comportamento antes de liberar a escrita direta.
Ferramentas liberadas Lista mantida pelo hospital. Ferramenta retirada aqui some do agente na execução seguinte, sem precisar reescrever a personalidade dele.

Matriz de escopo — 24 ferramentas ligadas neste agente

Matriz de escopo: cada ferramenta do agente, a chamada correspondente, o escopo concedido, quem aprova a ação e o que fica registrado.
O que o agente faz Chamada Escopo Quem aprova Ferramentas
Consultar horário, cadastro e guia api_get_agenda_disponibilidade Leitura ninguém — não altera nada 14
Marcar consulta api_post_agendamento Escrita direta o próprio agente, na conversa 3
Remarcar e cancelar api_put_agendamento · api_del_agendamento Escrita direta o agente, dentro da regra da especialidade 3
Enviar recurso de glosa api_post_recurso_glosa Escrita com aprovação analista de faturamento 2
Transmitir lote à operadora api_post_lote_tiss Escrita com aprovação coordenação do faturamento 2
Escrever no prontuário Não entregue não existe caminho 0
Alterar contrato ou tabela Não entregue não existe caminho 0
Ferramentas ligadas — 14 de leitura + 6 de escrita direta + 4 de escrita com aprovação 24
Escrita direta habilitada em 4 especialidades as outras 24 seguem em leitura até a conferência da coordenação liberação gradual api_post_agendamento → habilitada para cardiologia, dermatologia, oftalmologia e ortopedia

Ferramenta desligada não é bloqueada depois de tentada: ela não existe no universo do agente.

Contingência

Quando o sistema do hospital não responde

Integração cai. Janela de manutenção existe, certificado vence, o HIS trava na segunda de manhã. O que define se o agente é confiável não é a integração perfeita — é o comportamento dele no minuto em que a chamada falha.

A regra é uma só: erro é erro

A plataforma trata falha de API como erro explícito, não como resposta vazia. Um retorno que não confirma a gravação nunca vira “pronto, marquei para você”. O agente sabe a diferença entre não encontrei horário e não consegui perguntar, e diz qual das duas aconteceu.

  • Avisa o paciente, na hora. “O sistema da agenda está indisponível agora. Vou passar você para a recepção para não deixar isto no ar.” Sem prometer horário que não existe.
  • Abre o card para a recepção, com o histórico da conversa e o que o paciente já tinha pedido. Ninguém recomeça do zero.
  • Registra a falha na execução, com horário, endpoint e código de retorno. É o que o TI lê depois para saber que houve indisponibilidade, e não “o robô errou”.
  • Não repete até cansar. Há um número fixo de tentativas. Esgotado, transfere — não fica tentando em silêncio enquanto o paciente espera.
  • O que é assíncrono espera a próxima janela. Lote que não subiu fica pendente com o protocolo conferido, e volta na execução seguinte em vez de ser reenviado duplicado.
Falha na integração Atendimento #2841 · remarcação 2 tentativas
07:12:04Paciente pediu remarcação para quinta — especialidade cardiologia 07:12:05api_get_agenda_disponibilidade(especialidade="cardiologia", semana="proxima") 07:12:35HTTP 504 — HIS sem resposta em 30 s (tentativa 1 de 2) 07:12:41api_get_agenda_disponibilidade — nova tentativa 07:13:11HTTP 504 — tentativas esgotadas 07:13:12Sem horário confirmado não existe marcação para anunciar 07:13:13Mensagem ao paciente — indisponibilidade declarada, transferência anunciada 07:13:14Card aberto na fila Recepção — motivo: agenda indisponível 07:13:15Gravando a falha na trilha da execução
0 marcação registrada · 1 transferência · 2 falhas de integração na trilha nada foi gravado no HIS
Painel de integrações — cardiologia HIS sem resposta desde 07:12 · agenda em leitura degradada TI notificado escrita direta suspensa automaticamente enquanto o endpoint não volta

O que ele nunca faz numa falha

  • Dizer que marcou quando a gravação não foi confirmada
  • Guardar o pedido “para marcar depois” numa lista fora do HIS
  • Repetir a chamada indefinidamente enquanto conversa fiado com o paciente
  • Fechar a conversa como resolvida sem ninguém do hospital saber

O que sobra para o hospital

Uma fila de cards com motivo declarado, um registro por execução com o endpoint e o código de retorno, e um paciente que foi avisado em vez de descobrir na porta da unidade que a consulta não existia.

É a mesma lógica que a plataforma usa no documento publicado por um Squad: peça incompleta é recusada pelo servidor, nunca “arrumada” em silêncio.

Como o documento é recusado quando falta conta

Proteção de dados

Dado de paciente, LGPD e a janela da Meta

Três perguntas do DPO, na ordem em que ele costuma fazer: o que trafega, o que fica guardado e o que aparece num painel que meia dúzia de pessoas recebe por e-mail toda manhã.

Para cada tipo de dado: a finalidade, onde ele fica guardado e se ele aparece no painel agregado do dia.
Dado Para quê Onde fica Aparece no painel do dia?
Nome e telefone identificar quem está falando no canal conversa e ficha do CRM da plataforma Não
Convênio e carteirinha checar elegibilidade e montar a guia sistema do hospital — o agente lê na hora e não copia Não
Especialidade e horário marcar, remarcar e confirmar na agenda oficial HIS do hospital, gravado pela API Agregado, sem nome
Preparo de exame e documentos responder a dúvida administrativa do paciente Cofre de Conhecimento — conteúdo publicado pelo hospital Não se aplica
Diagnóstico, evolução e resultado de exame não é finalidade do agente não trafega na configuração padrão Não
O painel agregado do dia soma marcação, remarcação e cancelamento — 10,4 mil operações de agenda no mês do exemplo — sem uma linha que identifique paciente.

Base legal, finalidade e o que fica no contrato

O hospital é o controlador dos dados dos seus pacientes; a Hal-AI opera como operadora, tratando o que for necessário para executar o serviço contratado. Finalidade, base legal, escopo de acesso, subcontratação e responsabilidades são acordados antes de qualquer conexão — não depois do primeiro atendimento.

Dado de saúde é dado pessoal sensível na LGPD. Por isso a configuração padrão do agente não acessa prontuário, histórico clínico nem resultado de exame: qualquer ampliação desse escopo é projeto específico, escrito, com finalidade declarada.

Retenção e direito do titular

O prazo de guarda da conversa e dos registros de execução é definido com o hospital e vale para todos os canais. Pedido de acesso, correção ou eliminação chega ao hospital e é executado pela plataforma dentro do que o contrato define.

  • A memória de longo prazo do agente é uma chave por agente — ligada ou desligada, e a tela de memória mostra o que está guardado.
  • Eliminação de um titular alcança conversa, memória e ficha de CRM, não só a tela de chat.
  • O que está no HIS continua sob a política do hospital: a plataforma não é o repositório clínico.
Canal oficial

A janela de 24 horas, o template e o opt-out

O número é ativado pelo fluxo de autorização da própria Meta e opera sobre a API Cloud Oficial do WhatsApp Business — a Hal-AI é Meta Business Partner. A regra que vem junto vale para todo mundo, e não existe atalho:

  • Dentro de 24 h da última mensagem do paciente, a conversa é livre: texto, áudio e imagem, no ritmo de quem escreveu.
  • Fora da janela, só sai template aprovado pela Meta. Lembrete de consulta, confirmação de véspera e aviso de remarcação são templates, cadastrados e aprovados antes.
  • Opt-out é do paciente. Quando ele pede para parar de receber, o registro fica na ficha e o disparo não sai — nem quando outro agente ou outro Squad pede.
  • Nas 23 mil conversas/mês do exemplo, a maior parte nasce do paciente escrevendo; template é exceção com finalidade, não canal de campanha.
O que a tela mostra ao operador
Não é possível responder agora A última mensagem do paciente foi há mais de 24 h. Apenas templates aprovados podem ser enviados. Enviar template
Opt-out registrado nesta ficha O paciente pediu para não receber lembrete por mensagem em 12/03. disparo bloqueado confirmação de consulta passa a ser feita por ligação da recepção

O painel agregado que a diretoria recebe conta quantas confirmações saíram por template. Não diz para quem.

Como o painel do dia é montado

O painel do dia não identifica paciente. Quem precisa do nome abre a conversa, e esse acesso fica registrado.

Auditoria

Cada execução deixa rastro

Três perguntas precisam ter resposta meses depois, sem depender da memória de ninguém: o que o agente consultou, o que ele decidiu e o que ele gravou. Some a isso quem assumiu o chat e a que horas.

100% das execuções com trilha: o que foi consultado, o que foi decidido, o que foi gravado
0 marcações em agenda paralela — tudo vai para o sistema oficial, pela API
14 operadoras contratadas, cada troca de lote e protocolo com registro próprio

O que foi consultado

Cada chamada com horário, nome da ferramenta, parâmetros e código de retorno. É o que separa “o sistema estava fora” de “o agente não perguntou”.

O que foi decidido

O raciocínio da execução fica no registro: quantos casos foram lidos, quais entraram na ação, quais ficaram de fora e por quê. Decisão sem motivo escrito não é auditável.

O que foi gravado

Toda escrita aparece nomeada: qual endpoint, com qual carga, com qual confirmação. O que foi recusado por falta de permissão aparece também — descartado, não escondido.

Hal-AI · Auditoria de execuções Hoje · 18 execuções
Execuções do dia Cada linha abre o registro completo: chamadas, decisão, escrita e takeover.
Hoje
Execuções do dia com o que foi consultado, o que foi decidido, o que foi gravado e quem assumiu o atendimento.
# Origem Consultou Gravou Assumiu Chamadas
2841 atendimento · remarcação api_get_agenda_disponibilidade nada — HIS fora Recepção · 07:14 2
2842 atendimento · marcação api_get_agenda_disponibilidade api_post_agendamento 3
2843 Squad · conciliação api_get_demonstrativo_operadora recurso na fila de aprovação Faturamento · 09:02 9
2844 atendimento · dúvida cofre_de_conhecimento nada a gravar 1
2845 atendimento · assunto clínico cofre_de_conhecimento recusado — fora do escopo Enfermagem · 10:26 1
Chamadas registradas nestas cinco execuções — 2 + 3 + 9 + 1 + 1 16

Execução 2845 — o agente parou onde devia

IA pausada automaticamente — atendimento assumido por Enfermagem (triagem)
Motivo do takeover Paciente descreveu sintoma e pediu orientaçãoAssunto clínico sai do escopo do agente por configuração, não por acaso. Ele não opina e não adia: transfere com o histórico.
O que o agente respondeu antes de transferir Que não avalia sintoma e que a equipe assumiria a conversa
Registro do takeover

Takeover é evento registrado, não gesto informal

Quando alguém da recepção, do faturamento ou da enfermagem assume um card, o agente pausa naquele chat — não existem os dois falando ao mesmo tempo. Quem assumiu, a que horas e quando devolveu ficam gravados junto com a conversa.

Como a supervisão acompanha a fila

Os mesmos controles do resto da plataforma

Consulta curada em vez de consulta livre ao banco, ferramentas declaradas uma a uma, lista fechada de destinatários conferida duas vezes antes de um e-mail sair e recusa de documento incompleto. Nada disso foi inventado para a área hospitalar — é o comportamento padrão do produto.

Ver os controles de segurança da plataforma

Implantação

O que precisa estar pronto, e em que ordem sobe

A parte demorada de um projeto destes raramente é a IA. É conseguir credencial de homologação, descobrir quem é o dono da regra de agenda de cada especialidade e verificar o número na Meta. Vale começar por aí.

O que o hospital precisa ter na mão

  • Ambiente de homologação — uma cópia do HIS onde escrever não machuca ninguém. Sem ele, a escrita direta não é liberada.
  • Credencial de API com escopo — usuário técnico com permissão só do que o agente vai usar, e capacidade de revogar sem derrubar outro sistema.
  • Número verificado na Meta — o número oficial do hospital, ativado pelo fluxo de autorização da própria Meta, com os templates que você quer usar já cadastrados.
  • Lista de especialidades e regras de agenda — quem pode marcar o quê, antecedência mínima, encaixe, retorno, quais especialidades exigem pedido médico. É a parte que ninguém tem escrita e todo mundo sabe de cabeça.
  • Conteúdo do Cofre — preparo de exame, convênios atendidos, documentos exigidos, endereços e horários. O que estiver publicado no site do hospital já serve de ponto de partida.
  • Donos nomeados — quem responde pela agenda, quem responde pelo faturamento, quem é o contato de TI e quem é o encarregado de dados. Quatro nomes, não quatro áreas.
Corredor de racks iluminados em um data center.

A ordem de subida existe para que o hospital veja o agente ler antes de deixá-lo escrever.

Etapa 1

Leitura em homologação

As ferramentas de consulta entram primeiro, contra o ambiente de homologação. O agente responde a dúvida e consulta horário, sem gravar nada. É quando aparecem as diferenças entre o que a documentação diz e o que a API devolve.

Etapa 2

Escrita em modo simulação

As ferramentas de escrita são ligadas com a simulação ativa: o agente decide e registra o que faria, e nada chega ao sistema. A coordenação lê as execuções e corrige a regra de agenda que ninguém tinha escrito.

Etapa 3

Canal no ar, ainda só lendo

O número oficial entra em produção atendendo dúvida, preparo de exame, convênio e localização. Pedido de marcação vai para a recepção. O hospital ganha o efeito no atendimento antes de assumir qualquer risco de escrita.

Etapa 4

Escrita direta em poucas especialidades

A marcação real é liberada para um conjunto pequeno de especialidades, com regra simples e volume alto. As demais continuam em leitura. É daqui que sai a comparação honesta entre o antes e o depois.

Etapa 5

Ciclo de receita e painel do dia

Com o atendimento estável, entram a conciliação de demonstrativo, o recurso de glosa com aprovação e o Squad que publica o painel da manhã. As 28 especialidades e as 14 operadoras entram por lotes, não de uma vez.

Transparência

O que o agente não faz

Esta lista vale mais que qualquer promessa da página anterior. É o que a área técnica precisa poder mostrar ao comitê, por escrito, antes de assinar.

Não dá conduta clínica

Não avalia sintoma, não sugere diagnóstico, não indica tratamento, não opina sobre medicação e não interpreta resultado de exame. Assunto clínico é transferido para a equipe humana com o histórico junto, e o takeover fica registrado.

Não escreve no prontuário

A ferramenta não é entregue ao agente. Ele grava em agenda e, quando autorizado, em faturamento — e só nas chamadas nomeadas na matriz de escopo. O que não está na matriz não tem caminho.

Não decide glosa sem trilha

Não recursa sem evidência anexada, não classifica causa raiz sem registrar de qual demonstrativo saiu e não envia nada à operadora sem a aprovação de quem responde pelo faturamento.

Não mantém agenda paralela

Não existe lista de espera interna, planilha de encaixe ou “fila do bot”. Toda operação de agenda é uma chamada ao sistema oficial do hospital. Se a chamada não confirma, não houve operação — e é isso que o paciente ouve.

Não fala fora da janela sem template

Passadas 24 h da última mensagem do paciente, só sai template aprovado pela Meta, e nunca para quem registrou opt-out. A plataforma não contorna a política do canal e não usa número não oficial como alternativa.

Não exibe selo que não tem

Esta página não cita certificação de segurança porque a Hal-AI não tem certificação a exibir, e um selo inventado numa página de TI é o pior começo possível de relação. O que existe está descrito aqui: escopo declarado por ferramenta, consulta curada em vez de acesso livre ao banco, aprovação humana onde a escrita é sensível, trilha por execução e takeover registrado.

Somos Meta Business Partner, AWS Partner e temos patente depositada no USPTO para o framework de memória e contexto — são parcerias e propriedade intelectual, não auditoria de segurança, e não vamos apresentá-las como tal. O detalhamento técnico de controles, responsabilidades e prazos de retenção vai para o contrato, onde pode ser cobrado.

Ver os controles de segurança da plataforma

Perguntas

Perguntas de quem cuida do sistema

O agente escreve SQL no nosso banco de dados?

Não. Quando o caminho é banco, ele é uma réplica somente-leitura com consultas curadas e parametrizadas: o agente escolhe entre consultas prontas e preenche apenas os parâmetros. Ele não redige a consulta, não cria a sua, e não há rota de escrita por esse caminho. Escrita acontece exclusivamente por chamada de API nomeada na matriz de escopo.

Vocês exigem que a gente exponha FHIR?

Não. A ordem de preferência é a API REST que o seu HIS ou ERP já expõe; HL7 v2 e FHIR entram quando o hospital já mantém um barramento de integração, porque aí é mais barato usar o que existe; e a réplica somente-leitura fica como último caminho, para sistema legado que não publica nada. Nenhum projeto começa pedindo que você troque de barramento.

O que acontece se a API cair no meio de uma marcação?

A falha é tratada como erro explícito. O agente tenta de novo um número fixo de vezes; esgotado, ele diz ao paciente que o sistema está indisponível, anuncia a transferência, abre o card para a recepção com o histórico e grava a falha na trilha da execução, com horário, endpoint e código de retorno. Em nenhuma hipótese ele confirma uma marcação que o sistema não confirmou, nem guarda o pedido numa lista fora do HIS.

Vocês guardam prontuário ou dado clínico?

Não na configuração padrão. O agente trabalha com agenda, cadastro básico, convênio e o conteúdo administrativo publicado no Cofre de Conhecimento. Prontuário, evolução e resultado de exame são dado pessoal sensível pela LGPD e não trafegam. Qualquer ampliação desse escopo é projeto específico, com finalidade, base legal, escopo de acesso e responsabilidades definidos em contrato antes da primeira conexão.

Que certificação de segurança vocês têm?

Nenhuma que possamos exibir, e preferimos dizer isso do que insinuar o contrário. Ser Meta Business Partner e AWS Partner é parceria comercial e técnica; a patente depositada no USPTO é propriedade intelectual do framework de memória. Nada disso é auditoria de segurança. O que oferecemos é verificável no próprio produto — escopo por ferramenta, consulta curada, aprovação humana na escrita sensível, trilha por execução e takeover registrado — e detalhável em contrato, com o hospital como controlador dos dados.

Como revogamos o acesso do agente se precisarmos?

Por dois caminhos independentes, e o hospital controla os dois. No seu lado, revogando a credencial técnica, que tem escopo próprio e não derruba outros sistemas. No lado da plataforma, desligando a ferramenta no painel do agente: na execução seguinte ela deixa de existir para ele, sem reescrever a personalidade. Há ainda o modo simulação, que suspende toda escrita mantendo o registro do que seria feito, e o botão de parar uma execução em andamento.

Traga a sua lista de sistemas e a gente desenha a matriz

Diga qual HIS o hospital usa, o que ele expõe hoje e quais especialidades você liberaria primeiro. Devolvemos o desenho: quais ferramentas entram, com que escopo, o que fica em aprovação humana e o que não entra de jeito nenhum.